Rodoviários e taxistas se unem contra a pirataria no transporte público

Rodoviários e taxistas unificarão a luta das duas categorias contra o transporte pirata no Estado e uma grande mobilização está sendo preparada para a cidade do Rio de Janeiro e toda a Região Metropolitana, incluindo Niterói, São Gonçalo e Baixada Fluminense, logo após o final dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. A informação partiu do presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (FITTR), Antônio ‘Índio’ Tristão, nesta segunda-feira (18/07), durante audiência pública na Assembleia Legislativa (Alerj), que debateu a pirataria no transporte público.

O evento, convocado pelo presidente da Comissão para Prevenir e Combater a Pirataria da Alerj, deputado Dionísio Lins (PP), teve com a participação do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros de Niterói a Arraial do Cabo (SINTRONAC), representantes de sindicatos da Baixada Fluminense, do Rio de Janeiro e de taxistas.

'Índio' anunciou a união do movimento dos rodoviários com o dos taxistas contra a pirataria

‘Índio’ anunciou a união do movimento dos rodoviários com o dos taxistas contra a pirataria

“Não está descartada uma paralisação e reuniões entre rodoviários e taxistas começarão a ser implementadas para chegarmos à melhor estratégia de luta contra essa prática, que está desempregando e levando à falência financeira as duas categorias”, disse ‘Índio’.

Rodoviários compareceram em massa à audiência pública

Rodoviários compareceram em massa à audiência pública

O presidente do SINTRONAC, Rubens dos Santos Oliveira, também denunciou, na audiência pública, uma falha no sistema de realização do exame toxicológico obrigatório para os motoristas portadores das carteiras de habilitação C, D e E. Segundo ele, entre a realização do exame e a marcação para renovação da CNH, o Detran-RJ está levando um prazo de dois meses, tempo em que o resultado do diagnóstico prescreve, segundo o órgão.

Rubens revelou falhas no sistema do Detran sobre o exame toxicológico

Rubens revelou falhas no sistema do Detran sobre o exame toxicológico

“O prazo de validade do exame é, segundo o Detran-RJ, de um mês. Então, por que o órgão está marcando a renovação em dois meses? O rodoviário, assim, tem que fazer um novo exame e gastar mais dinheiro”, questiona Rubens.

Outro questionamento apresentado pelo SINTRONAC foi sobre a informação de que o serviço Uber entrará, ano que vem, no setor de transporte escolar em Niterói, o que ameaça centenas de profissionais.

Dionísio Lins informou que enviará a pauta de reivindicações dos taxistas e trabalhadores rodoviários, que estão tendo prejuízos com o transporte irregular, para diversas instituições, como o Governo do Estado, prefeitura do Rio, Ministério Público e o Detran.