Em uma vitória histórica para os trabalhadores de todo o País, o Senado aprovou, na noite desta quarta-feira (14/10), a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 221/19, que acaba com a escala 6X1. O Sintronac, junto com a CSB, participou ativamente da luta pela implantação da escala 5X2, com jornada de trabalho de 40 horas semanais, sem redução dos salários. Os rodoviários da base do sindicato têm, há 38 anos, uma escala de 42 horas e, agora, serão beneficiados pela medida.

O Congresso Nacional deve promulgar a PEC na próxima semana. De acordo com o texto aprovado, uma regra de transição impõe às empresas um prazo de até 14 meses para implementar as mudanças. Se a carga horária ultrapassar o limite previsto na nova legislação, serão pagas horas extras.
“Foi uma grande vitória dos trabalhadores e um avanço em nossa luta após a famigerada reforma trabalhista, que tentou acabar com a CLT. Mas seguiremos em frente por mais conquistas para os rodoviários”, afirma o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

Não se enganem, contudo, em pensar que esse avanço está garantido. Flávio Bolsonaro revelou a empresários que, se eleito, irá acabar com a PEC e implantar a escala 7X0, quando o empregado receberá apenas por hora trabalhada, de acordo com a oferta patronal, o que pode, ou reduzir salários, ou fazer o funcionário trabalhar por horas excessivas para poder ter um rendimento que assegure o sustento de sua família.
Flávio, inclusive, faltou à votação da escala 6X1 no Senado e preferiu ir para o Sul do País, onde apareceu em um evento de seus partidários. Enquanto ele fazia dancinhas em uma festinha, em um claro deboche à conquista dos trabalhadores brasileiros, seus colegas de partido apresentaram a PEC 12/2026, popularmente conhecida como “PEC do Patrão” e “PEC da escala 7X0”, assinada por Flávio Bolsonaro, argumentando que a proposta permitiria mais ‘liberdade’ para o trabalhador negociar diretamente com o patrão. Foram derrotados.
“Os trabalhadores, especialmente os rodoviários, que compõem uma categoria que sofre demais com a perversidade desse modelo econômico imposto pela burguesia, devem permanecer mobilizados, pois nossas conquistas estão em risco. Nada mudou na relação entre o povo e a burguesia. Caso possam, são capazes até de revogar a Lei Áurea”, diz Rubens Oliveira.