Campanha que reivindica vacinação dos rodoviários começa em três municípios

Rodoviários de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí realizaram, na manhã desta segunda-feira (26/04), uma série de 22 paralisações-relâmpago nos três municípios, iniciando a campanha do Sindicato dos Rodoviários de Niterói a Arraial do Cabo (Sintronac) para a inclusão da categoria no grupo prioritário de vacinação contra o Covid-19. As manifestações, que duraram entre 5m e 20m, foram deflagradas, simultaneamente, a partir das 6 horas e terminaram às 9h30m, com a participação de 300 trabalhadores do sistema de ônibus no Leste Fluminense.

Rodoviários fizeram paralisações durante toda a manhã no Terminal João Goulart

Houve concentrações nos terminais rodoviários João Goulart, em Niterói; Alcântara, em São Gonçalo; e Venda das Pedras, Itaboraí. Os manifestantes seguiram para outros locais com grande concentração de ônibus e fluxo de passageiros, além de garagens das viações, sem, no entanto, causar impacto no trânsito das cidades.

Em São Gonçalo, rodoviários fizeram ato em vários pontos da cidade

“Optamos por essa forma de protesto para, em primeiro lugar, não prejudicar a população e dar um nó no trânsito das cidades, que levaria consequências até a Ponte Rio-Niterói e, consequentemente, à capital. Mas também demos um sinal de boa fé por conta das prefeituras de Niterói e Maricá, que já se manifestaram sobre a inclusão dos rodoviários no grupo prioritário para vacinação. Em Maricá, inclusive, não houve paralisação do sistema, pois as negociações com a municipalidade estão em um estágio avançado”, explica o presidente do Sintronac, Rubens dos Santos Oliveira.

Em Maricá, ainda esta semana, uma comissão, com a participação do sindicato, será criada para elaborar um cronograma de vacinação, que incluirá os rodoviários. O Sintronac pretende expandir a reivindicação para os demais municípios de sua área de atuação, que formam um total de 13.

“Precisamos destacar a conscientização dos rodoviários em não atingirem a população com sua reivindicação. Precisamos, contudo, lutar por mais vacinas e pela inclusão da categoria no grupo prioritário”, enfatiza Rubens Oliveira.